Publicado em: segunda-feira, 16/03/2015

Aguinaldo Silva rebate críticas por final de Império

O autor Aguinaldo Silva, responsável pela trama da última novela das 21 horas, a saga Império, rebateu essa semana algumas críticas que recebeu do público pelo final escolhido para a novela, que encerrou na última sexta feira, com a revelação do destino do comendador José Alfredo e também de todos os outros personagens que vivam a seu redor, como Maria Marta, Maria Isis, Cristina e também o filho traidor, o primogênito José Pedro. O autor rebateu as reclamações e críticas negativas que recebeu pelo destino que decidiu dar ao personagem principal, sob o qual toda a trama girou nos últimos meses.

Sobre o fim trágico do comendador, muita gente se mostrou decepcionada ao ver que o comendador iria mesmo terminar morto, já que apesar da divulgação dessa notícia, muitos esperavam uma reviravolta no último minuto. Sobre o final, Aguinaldo Silva declarou que se o comendador continuasse vivo ao fim da novela, a importância e o tom épico que José Alfredo tinha na trama acabariam diminuídos. O autor ainda deixou claro que não iria mudar em nada o final da novela, mesmo agora com as críticas que estava sofrendo.Aguinaldo Silva rebate críticas por final de Império

Ele lembrou que diminuir o personagem, que passou a trama toda sendo maior que a própria vida, iria torna-lo sem graça, tendo como único conflito o dilema sobre com qual mulher ele iria terminar a novela. Isso iria passar a impressão de que o comendador, ao invés da vida real, iria mesmo viver eternamente, roubando o tom épico que foi dando a seu destino ao longo de mais de 200 capítulos. No capítulo final da novela Império, o comendador José Alfredo foi assassinado pelo próprio filho mais velho, com um tiro nas costas.

Além de cremado, o comendador teve suas cinzas jogadas no Monte Roraima por todas as mulheres de sua vida, os dois amores e suas duas filhas. Ainda que o autor tenha insistido a novela toda que o Comendador era imortal, ele apareceu apenas como um fantasma na janela da mansão da família, onde acontecia uma festa da família, justamente no momento em que os Medeiros tiravam a tradicional foto da família, tendo o caçula João Lucas no lugar do comendador. O autor afirmou que a morte de José Alfredo seria como a de Getúlio Vargas, saindo da vida para entrar na história.