Publicado em: segunda-feira, 10/11/2014

Aécio Neves afirma que PSDB ‘não pactua’ com nenhum acordo que impeça a investigação CPMI da Petrobras

Aécio Neves afirma que PSDB ‘não pactua’ com nenhum acordo que impeça a investigação CPMI da PetrobrasO presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), divulgou uma nota negando que seu partido tenha feito qualquer tipo de acordo que impeça o avanço das investigações da CPI mista que é voltada a apuração de denúncias de corrupção na Petrobrás. Na sessão da última quarta-feira (5) da CPI, líderes de partidos anunciaram acordo afim de não convocar políticos citados pelos delatores da Operação Lava Jato (o doleiro Alberto Yousseff e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa). De acordo com o deputado Marco Maia (PT-RS), relator da CPI, os líderes decidiram evitar a convocação de políticos por conta do prazo “exíguo” da CPI mista. Os trabalhos da comissão podem durar até dia 23 de novembro, mas deverão ser prorrogados até 22 de dezembro.

Convites e convocações

Segundo o acordo que foi realizado dos 497 requerimentos que estão em pauta, só foram apreciados na reunião dessa quarta-feira convites e convocações que não iriam enfrentar resistência por parte de nenhum partido. Por conta disso, não foram citados em votação, os requerimentos que convidavam para prestar depoimentos a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros que também pediam a convocação dos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Comunicações); do ex-ministro Antonio Palocci; assim como dos senadores Aécio Neves (PSDB), Álvaro Dias (PSDB) e Gleisi Hoffmann (PT); e dos tesoureiros do PSDB Rodrigo de Castro e José Gregori, e do PT, João Vaccari Neto.

‘Petrolão’

Na nota escrita pelo senador Aécio Neves, que não faz parte da CPI mista, afirmou que o PSDB não pactua com qualquer tipo de acordo que possa impedir o avanço das investigações da CPMI da Petrobrás. Ele ainda ressalta que lutam que pela instalação da CPMI, e por isso, pretendem ir a fundo na apuração do chamado ‘Petrolão’ e na responsabilização de todos que cometeram possíveis crimes, mesmo que tenham filiação partidária.