Publicado em: quinta-feira, 13/11/2014

Aécio afirma que o projeto que sugere mudança na meta fiscal é ‘atestado de fracasso’

Aécio afirma que o projeto que sugere mudança na meta fiscal é ‘atestado de fracasso’Na última quarta-feira (12), o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, classificou o projeto de lei enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional que abandona a meta fiscal como um “atestado definitivo de fracasso na condução da política econômica”. Fazendo uso da ironia, o senador, que recentemente perdeu a disputa pela presidência do país para a petista Dilma Rousseff, disse que, se existisse um Procon eleitoral, a presidente teria que devolver o mandato que recebeu.

O tucano diz ainda que espera que o Congresso se respeite, respeite suas prerrogativas e impeça essa violência que, na realidade, é o atestado definitivo de fracasso de condução da política econômica. Vivendo o resultado fraco das contas públicas até setembro deste ano, efeito do aumento das despesas em um ano eleitoral e do comportamento despretensioso da arrecadação por conta do baixo ritmo de crescimento da economia e das desonerações de tributos, o governo federal enviou na última terça (11) ao parlamento, uma proposta que revê a meta de superávit primário – economia realizada para pagar os juros da dívida pública.

Emendas parlamentares não liberadas

Diante da visão de Aécio, a presidente da República “vendeu” ao país enquanto acontecia a campanha eleitoral que teria soluções suficientes para alavancar a economia sem ter que apelar para o aumento de juros e mantendo as metas físicas. De acordo com o senador, a oposição não votará a favor da aprovação do projeto do Planalto. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), subiu á tribuna do plenário afim de defender e esclarecer sobre o projeto, e afirmou que caso o Congresso Nacional não aceite a proposta do governo, as emendas parlamentares do Orçamento Impositivo não serão liberadas. Estas emendas são despesas inclusas no orçamento por deputados e senadores, que em grande parte, são voltadas para obras em seus redutos eleitorais.