Publicado em: quarta-feira, 24/08/2011

Acusações contra Strauss-Kahn oficialmente retiradas

O juíz norte-americano Michael Obus, responsável pelo caso contra Dominique Strauss-Kahn, acatou nesta terça-feira (23) o pedido da Promotoria para que as acusações contra o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) sejam arquivadas. O pedido foi enviado na segunda-feira (22), quando a camareira de hotel em Nova York, Nafissatou Diallo, também foi informada que as suas acusações contra Strauss-Kahn poderiam ser retiradas. A camareira acusou o francês de crimes sexuais, inclusive estupro.

Depois da confirmação que o caso não terá continuidade nos Estados Unidos, Strauss-Kahn declarou que “este é o fim de um suplício terrível e injusto. Estou ansioso para retornar ao meu país, mas há algumas coisas que preciso fazer antes de ir embora. Vou falar com mais detalhes quando que estiver na França.” A informação foi divulgada em um tribunal de Manhattan, que estava lotado pela expectativa da finalização do caso. Ao deixar o edifício, o francês aparentava explícita expressão de alívio.

Em contrapartida, para tentar evitar que o caso seja esquecido, os advogados de Diallo entraram com uma apelação para que fosse indicado um promotor especial. Contudo, a apelação foi rejeitada, o que garante ao francês a possibilidade de voltar ao seu país. O caso se desenrolou por três meses, durante os quais as imagens de ambos os envolvidos foram desgastadas.

Strauss-Kahn renunciou ao cargo de diretor-geral depois de ter sido acusado pela camareira e era considerado como um dos principais nomes a ser lançado nas eleições presidenciais da França como representante da oposição. Ao mesmo tempo, a camareira prestou depoimentos que não se sustentavam e perdeu credibilidade no caso.