Publicado em: sexta-feira, 09/12/2011

Acordo climático em Durban está mais próximo de acontecer

Uma aliança entre países pobres e ricos fez com que na quinta-feira (8) se tornasse mais concreta a possibilidade de chegar a um acordo sobre a próxima medida para regular o novo tratado climático, que deve substituir o Protocolo de Kyoto. A intenção é que primeiro seja estabelecido um prazo para a definição das metas, que seria até 2015, para depois existir outro prazo para o acordo entrar em vigor, a partir de 2020.

A 17ª Conferência Climática da ONU em Durban, na África do Sul, termina nesta sexta-feira (9), e a União Européia afirmou que está animada com os resultados que podem ser obtidos com a conclusão do encontro. Dentro dessa perspectiva, o Brasil se colocou a favor para aceitar as metas de redução de emissão dos gases estufa. De acordo com o negociador Luiz Alberto Figueiredo, “somos a favor de negociar um instrumento juridicamente vinculante que abranja a fase após 2020. As partes estão se movendo para isso, é uma questão de completar as negociações. Todos os países estarão dentro, e estarão condicionados por esse novo instrumento”.

O representante dos Estados Unidos, Todd Stern, que é uma das nações mais exigentes para assinar um acordo, afirmou que apoiariam a proposta da União Européia. “Não estamos estabelecendo uma meta rígida quanto a essa data… mas 2015 seria uma meta razoável para montarmos um novo regime de (combate à) mudança climática,” declarou Stern.

A partir do momento em que os Estados Unidos também se colocam mais flexíveis para fechar um acordo, a expectativa é que China e Índia, dois dos maiores poluidores, sigam a tendência.