Publicado em: segunda-feira, 27/02/2012

Acidente no Hopi Hari: pais da jovem morta falam pela primeira vez

Em entrevista ao Fantástico, exibida na noite do último domingo (26), os pais de Gabriela Yukay Nychymura, morta após despencar de um brinquedo do parque Hopi Hari na sexta-feira (24), falaram sobre o acidente que matou a adolescente de 14 anos.

“Eu ouvi um barulho muito forte e ouvi o grito da minha sobrinha. Eu não sei como eu destravei o brinquedo, ou como eu tirei. Quando eu vi, eu já estava ali praticamente ajoelhada orando com ela”, contou Silmara Nichimura, mãe da vítima. “Eu continuei orando. Crendo que Deus a traria de volta”, completou o pai, Armando Nichimura.

Ela contou ainda que percebeu a falta de um fecho no assento do brinquedo em que Gabriela estava. Silmara e o marido acompanhavam a filha e a sobrinha. “Eu falei para a minha filha ‘Está travado?’ E ela disse ‘Mãe, está travado’. Só que tem um outro fecho, como se fosse um cinto, e eu observei que o dela não tinha”, afirmou a mãe. Segundo ela, no momento um funcionário garantiu que não teria problema, que era seguro.

Jorge Domareski, tio da vítima, contou que uma das preocupações da família é com Natasha, também de 14 anos, que estava junto com a prima na hora do acidente. “Ela estava sentada na cadeira ao lado de Gabriela, viu o momento em que ela se soltou, gritou durante a queda… Ela diz que a cena não sai da cabeça, chora pelos cantos da casa”, lamentou.

Entenda o caso

O acidente ocorreu na manhã de sexta-feira (24), no parque Hopi Hari, em Vinhedo, interior de São Paulo. Gabriela Yukay Nychymura morava com a família no Japão e estava passando férias na casa de parentes, em Guarulhos, Grande São Paulo.

La Tour Eiffel, brinquedo em que o caso aconteceu, simula a queda de um elevador com 69,5, o equivalente a um prédio de 23 andares, e a queda pode atingir 94 km/h. Gabriela caiu do brinquedo em movimento e, de acordo com testemunhas, teria escapado da cadeira quando estava a cerca de 10 metros do solo. Segundo o delegado da Policia Civil de Vinhedo, Álvaro Santucci Noventa Júnior, uma falha mecânica no cinto de segurança ou na trava do brinquedo teria levado à queda da jovem. “Pelo que apuramos, essas cadeiras (do brinquedo) descem em queda livre e ao atingirem aproximadamente 30 metros do solo é iniciado um processo de frenagem”, explicou o delegado.

Segundo o hospital Paulo Sacramento, a adolescente chegou ao local sem vida e com sinais de traumatismo craniano. Ela havia sido atendida pela equipe de socorro do próprio parque e sido reanimada, mas sofreu uma parada cardíaca e morreu a caminho do hospital.

O Hopi Hari informou que a empresa “possui profissionais habilitados e com o devido reconhecimento do CREA para realização de um programa de manutenção, que faz parte do padrão de segurança”. Disse ainda que o parque dará toda a assistência aos familiares da vítima e irá ajudar na apuração do caso.