Publicado em: sábado, 02/03/2013

Ação de maneira frenética e combates com espadas são focos em Metal Gear Rising: Revengeance

Ação de maneira frenética e combates com espadas são focos em Metal Gear Rising: RevengeanceVamos dançar!, é o que diz o espadachim Samuel Rodrigues, um brasileiro e um dos vilões do jogo Metal Gear Rising: Revengeance. Este convite é realizado para Raiden, o ciborgue ninja que protagoniza o jogo.

A dança que Samuel se refere é uma luta entre espadas. O termo acaba sendo apropriado, pois no game MGRR, batalhas são espécies de espetáculos de balé, que ocorrem movimentos plásticos e de maneira precisa, bem diferente de outros jogos da série, que eram focados na furtividade e em espionagem.

Este jogo ocorre no ano de 2018, onde Raiden, que é um protagonista do game Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty e vive um personagem de apoio no Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots, é funcionário da empresa privada de segurança Maverick, que é voltada a conflitos militares.

No enredo há a exploração do passado de Raiden enquanto era uma criança-soldado na Libéria e conflitos que o ninja tem junto a uma companhia rival, a Desperado, em que Rodrigues é parte.

Mesmo sendo um game do estilo hack and slash e tendo mecânica parecida com um God of War ou um Devil May Cry, o combate neste novo Metal Gear teve sua construção de maneira que o jogador conte com uma postura ofensiva praticamente em todos os momentos e ande sempre em frente. Não há um botão para o bloqueio ou a esquiva, e para que possa defender, o jogador necessita apontar o analógico em direção ao golpe e pressionar levemente o botão de ataque.

Depois do tempo que é necessário para a adaptação, a jogabilidade fica divertida e tem um alto nível para o desafio. O Zan-Datsu, que é uma função chave no combate, faz com que o tempo seja desacelerado para Raiden fatie com maior precisão partes de corpos dos ciborgues e dos robôs.

Cada um dos inimigos tem pontos específicos para que sejam atingidos e assim render maior energia, munição, e pontos de atualização, e assim Raiden melhora as partes mecânicas presentes no seu próprio corpo.

Trechos em que se pode ser furtivo e evitar combates são dispensáveis em sua totalidade. Raiden é uma espécie de máquina para picotar adversários e, por isso, qualquer tentativa de que fique escondido nas sombras não vai combinar com o ninja ciborgue que, logo ao começo do jogo, ergue e faz o arremesso de um Metal Gear, que é um robô-tanque contendo vários metros de altura, segurando na perna dele.

Algumas armas de maneira secundária, como por exemplo, lança-mísseis e granadas não ficam bem encaixadas no ritmo das lutas e também poderiam ter sido eliminadas do jogo sem que houvesse prejuízo para os jogadores.

A empresa Platinum, que desenvolveu o jogo, e também é responsável por Vanquish e Bayonetta, fez um grande trabalho para a representação do mundo ciber-futurista, pois os gráficos estão bem polidos e bastante detalhados, mesmo que a trilha sonora metaleira-eletrônica vá depender bastante do gosto de cada jogador.