Publicado em: quarta-feira, 09/04/2014

110 bolsistas voltam do exterior por nível de inglês inadequado

110 bolsistas voltam do exterior por nível de inglês inadequadoMais de cem bolsistas começaram a ser convocados de volta ao Brasil pelo governo federal nesta semana, participantes do programa Ciência Sem Fronteiras.

Os estudante nem começaram ainda a atuar nas universidades estrangeiras que se destinaram e pelo menos 110 alunos terão que voltar da Austrália e do Canadá, onde chegaram em setembro de 2013, por não terem alcançado a proficiência em inglês.

Os alunos reclamam agora que a prova pela certificação foi antecipada, além do fato de que a permanência no país acabará sendo perdida se não realizarem o estágio.

A decisão do governo federal, além de interromper os planos dos estudantes, ainda representa um prejuízo aos cofres públicos, considerando que cada um dos estudantes recebeu cerca de R$ 12 mil em investimento, fora o valor de passagem aérea e seguro de saúde.

Esse valor investido não terá retorno, o que deveria acontecer em forma de capacitação profissional, que é a contrapartida atual do programa. Os estudantes receberam o aviso de que devem voltar e integram um grupo que, inicialmente, não havia se candidato para atuar nos países de língua inglesa, como Austrália e Canadá. Eles haviam sido aprovados em um edital aberto em 2012, para universidades em Portugal.

Entretanto, o país acabou sendo excluído do programa, entendendo que Portugal já contava com um grande número de estudantes, sem a necessidade de domínio de uma segunda língua. Por isso, quase 3.500 estudantes precisaram escolher outro país de destino, realizando a viagem mesmo sem a proficiência na língua inglesa. Quem cuida das bolas é a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC).

A regras estabelecidas pela Capes indica que os estudantes ficam no país para estudar a língua antes de entrar na universidade. A princípio, retornam 30 alunos que estão na Austrália e outros 80 que foram para o Canadá.

Como os exames da língua ainda estão ocorrendo, um número maior de alunos pode acabar precisando voltar ao Brasil antes de realizar o estágio.